Antes de iniciar fica as
minhas perguntas chaves: - pra quê maquiar tanto esse paganismo só para
que ficasse inserido na sociedade de forma “bonitinha”? Não era melhor
manter o original do que ficar falsificando o que não tem a ver com a
cultura da Bíblica-judaica? Se não tivesse maquiado tanto as religiões
que se identificam com os seres das trevas teriam adotado e as que não
se identificam ficariam livres disso tudo, porque disseminar tanta
MENTIRA?
A absorção de culturas e religiões mitológicas nórdicas
européias foi muito bem aceita pelos cristãos com o passar dos séculos e
uma das culturas que mostra a nítida adoração a seres habitantes do
inferno é a cultura do S. Nicolau muito comum em alguns países europeus
que mantém a cultura original até os nossos dias.
Fazendo um
resumo da cultura de adoração e idolatria a seres vindos do inferno
temos a estória folclórica de S. Nicolau. Segundo a cultura européia
quando chegamos nesta data de dezembro deste calendário solar-romano
(Gregoriano) os portões dos infernos se abrem e os demônios saem pelas
ruas das cidades caminhando uns caracterizados com chifres Krampus (que
são os vorazes devoradores de almas) e outros vestidos de roupa de frio
(palhaço vermelho ou roxo ou amarelo julgadores observadores de seus
adoradores e daqueles que fazem petições a eles).
A missão
deles ao sair pelos portões do inferno (neste mês de dezembro) é
procurar as casas que possuem autorização para que eles entrem. Para
isso deve-se fazer um circulo enfeitado com folhas e pregá-lo nas portas
para que os demônios possam saber que naquela casa tem adoradores deles
e permissão de entrada. Ao entrar a dupla de demônios (S. Nicolau e
Krampus) na casa da pessoa que espera pela presença deles, o habitante
do inferno vestido de roupa de frio profere o levantamento de boas ações
das crianças da casa, se a criança fez boas ações ele terá mais um ano
para ficar livre da condenação ao inferno e não será devorado pelo amigo
do S. Nicolau que o acompanha e fica irado quando a criança faz boas
ações.
Porem essa cultura de "Papai Noel" é mais antiga do que
parece ela foi apenas moldada e reformulada por um escritor e cartunista
Thomas H. Nast (Landau, 27 de setembro de 1840 — Guayaquil, 7 de
setembro de 1902).
Como o Natal trata-se (querendo ou não) de uma
festividade religiosa ela remonta do tempo pós diluviano iniciado por
Ninrod e sua esposa, depois esta prática é convertida e ampliada com os
sacrifícios de crianças ao deus Moloque até chegar nas festas de
Solstício de inverno Romanos onde era adorado o deus mítico Romano
Saturno (também chamada de saturnálias) onde originalmente
sacrificava-se crianças para o deus pagão Saturno. Veja que o paganismo
desta festa está misturada e maquiada por muitas adorações satanistas e
reformulada por um cartunista para ficar "bonitinha".
No Brasil,
há resquícios dessa tradição em Santa Catarina, no Vale do Itajaí. Nas
cidades de Brusque e Guabiruba, por exemplo, é chamado 'Pensinique'
(deturpação de Pelznickel, nome utilizada ao Sul da Alemanha). Aparece
vestido em roupa velha e sacos de juta, tem cabelo de palha, carrega um
saco nas costas como o Papai Noel. Nesta trouxa ou saco, possui
instrumentos para assustar as crianças más, e as muito más ameaça-se
serem levadas embora no saco. Esta figura nunca chegou a ser comum, mas
era mais recorrente para julgar e punir crianças até a década de 1950.
Os ainda remanescentes, ao começo de dezembro ainda arrastam correntes
ao caminhar, gritam no meio do mato, e saem dele no dia de confrontar as
crianças más, no Dia de São Nicolau ou próximo. Em casos extremos, a
criança recebe visita, ou ouve gritos no mato, quando incomoda o
Pensinique antes mesmo da data Antes dessa data. Ainda, alguns pais
citam que 'vão contar' sobre o comportamento da criança ao Pensinique,
ou o chamam antes da data. Mas, crianças que não respondem aos pais, não
mentem e não são más, mesmo nas regiões em que o Pensinique ainda
aparece, nunca chegaram a ver sua figura. Esta figura pode assemelhar-se
com a figura folclórica do "Andarilho" ou a do "Homem do Saco", que
rouba crianças que não ficam por perto dos pais, ou que são entregues a
eles se não se comportam pra serem levadas embora. Mas o Pensinique não
se trata de uma figura mítica, virtual, ele é uma lenda levada de
gerações á gerações. (Fonte: Wikipédia)
Vamos agora a como foi
feita a maquiagem do paganismo na cultura cristã. O habitante do
inferno que veste roupa de frio passou a se chamar Papai Noel e o
habitante chifrudo e devorador de almas Krampus foi substuido pelas
renas chifrudas para que não tivesse uma conotação ruim e ficasse
“bonitinho”.
É preciso discernimento para adotar uma cultura de culto e adoração a seres do inferno, para quem gosta é um prato cheio.
Repito a pergunta: - pra quê maquiar tanto esse paganismo (adoração de shedins) só para que ficasse inserido na sociedade de forma
“bonitinha”? Não era melhor manter o original do que ficar falsificando
o que não tem a ver com a cultura da Bíblia? Se não tivesse maquiado
tanto as religiões que se identificam com os seres das trevas teriam
adotado e as que não se identificam ficariam livres disso tudo, porque
disseminar tanta MENTIRA?
Link do video da festa sendo mantida original: https://www.youtube.com/watch?v=BTgfvLzDl_k
Veja um resumo da formula da magia deste dia: http://pvcr.org.br/images/NATAL_SATANICO.jpg
Que o D’us Eterno (bendito seja) tenha piedade de todos neste mês de escuridão.
Shalom!
-------------------------------------------------------------------------------
Algumas referências (é bom pesquisar em documentos históricos):
http://www.youtube.com/watch?v=TRyr_ANTNHY&feature=youtu.be
http://pt.wikipedia.org/wiki/Saturn%C3%A1lia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Nast
http://en.wikipedia.org/wiki/Krampus
http://pt.wikipedia.org/wiki/Moloch
http://en.wikipedia.org/wiki/Saturn_(mythology)
Associação Cultural Amigos de Israel
terça-feira, 24 de novembro de 2015
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
A História de Israel - de 1948 até hoje
Independência
Durante os primeiros meses de 1949, negociações diretas foram conduzidas sob os auspícios da ONU entre o Israel e cada dos países invasores (menos o Iraque que se recusou a negociar com Israel para fechar o acordo de cessar fogo), resultando em acordos de armistício que refletiram a situação ao término da batalha. Adequadamente, a planície litorânea, a Galiléia e o todo o Negev ficaram dentro da soberania de Israel, Judéia e Samaria (o Banco Ocidental) estavam sob os auspícios da Jordânia, a Faixa de Gaza ficou sob a administração egípcia, e a cidade de Jerusalém foi dividida, com a Jordânia, que controlava a parte oriental, inclusive a Cidade Velha, e Israel o setor ocidental.
Reconstruindo o Estado
Ao final da guerra, Israel enfocou seus esforços em reconstruir o estado que tinha lutado tanto e tão duramente para recuperar. O primeiro Knesset (parlamento) tinha 120 lugares e entrou em sessão e eleições nacionais logo a seguir (25 de janeiro de 1949), na qual quase 85 por cento de todos os eleitores lançaram suas cédulas nas urnas. Duas das pessoas que tinham conduzido Israel a independência se tornaram os líderes do país: David Ben-Gurion, líder da Agência Judaica, foi escolhido como o primeiro primeiro-ministro, e Chaim Weizmann, líder da Organização Sionista Mundial, foi eleito pelo Knesset como o primeiro presidente. Em 11 de maio de 1949, Israel ocupou o seu assento como o 59º participante das Nações Unidas.
David Ben-Gurion, homem de visão conforme o conceito do “colheita dos exilados”, que representa o coração de Israel, abre os portões do país reafirmando o direito de todo judeu de voltar ao seu país e, quando chegar, adquirir a cidadania. Nos primeiros quatro meses de independência, uns 50.000 imigrantes, principalmente os sobreviventes de Holocausto, cruzaram as fronteiras de Israel. Ao final de 1951, um total de 687.000 homens, mulheres e crianças tinham chegado, e mais de 300.000 deles, eram refugiados de terras árabes, dobrando assim a população judia.
A tensão econômica causada pela Guerra da Independência e a necessidade de rápida provisão para a população crescente, requeria severidade no país e a ajuda financeira de fora. A ajuda estendida pelo governo dos Estados Unidos, os empréstimos americanos ajudam, as contribuições dos judeus da Diáspora e as compensações alemãs do pós-guerras, serviram para reconstruir alojamentos, mecanizar a agricultura, montar uma frota mercantil e uma linha aérea nacional, explorar os minerais disponíveis, desenvolver as indústrias e ampliar as estradas, telecomunicações e redes elétricas.
Ao fim da primeira década, o país dobrou a sua produção industrial, assim como o número de pessoas empregadas, com as exportações industriais que quadruplicaram. A vasta expansão da agricultura provocou a auto-suficiência na provisão de produtos básicos, excluindo-se a carne e os grãos, e as áreas de baixo de cultivo aumentaram dramaticamente. Uns 50.000 acres (20.000 hectares) de terra estéril foi reflorestada, e foram plantadas árvores ao longo de quase 500 milhas (800 km.) de estrada.
O sistema educacional que tinha sido desenvolvido pela comunidade judia no período de pre-estado, tem agora incluído o setor árabe, foi grandemente ampliado. A freqüência da escola ficou livre e compulsória para todas as crianças na faixa de 5-14 anos (desde 1978, é obrigatório até os 16 anos e livre após os 18).
Atividades culturais e artísticas floresceram e misturam o Oriente Médio, o Norte da África, e elementos Ocidentais, com judeus que chegam de todas as partes do mundo trazendo com eles as tradições, inigualáveis de suas próprias comunidades, como também aspectos culturais que prevalecem nos países onde eles tinham vivido por gerações.
1956 – A Campanha do Sinai
Entretanto, os anos de construção do estado foram obscurecidos através de sérios problemas de segurança. Os acordos de armistício não só falharam na construção de estradas para a paz permanente, como também foram violados constantemente. Contradizendo a resolução de 1 de setembro de 1951, editada pelo Conselho de Segurança da ONU, Israel e também suas fronteiras-marítimas foi advertido quanto a atravessar o Canal de Suez; o bloqueio do estreito de Tirana foi intensificado; incursões em Israel de esquadras terroristas de países árabes vizinhos para assassinato e sabotagem aconteceram com freqüência crescente; e a península de Sinai foi convertida gradualmente em uma enorme base de exército egípcio. Após a assinatura da aliança militar triparte pelo Egito, Síria e Jordânia (Outubro de 1956), a ameaça iminente para a existência de Israel foi intensificada. No curso de uma campanha de oito-dias, o IDF capturou a Faixa de Gaza e a península do Sinai inteira, detendo 10 milhas (16 km.) a leste do Canal de Suez. Uma decisão das Nações Unidas para estacionar uma Força de Emergência da ONU (UNEF) ao longo da fronteira Egito-Israel e as garantias egípcias para a livre navegação no Golfo de Eilat, Israel foi levado a concordar com uma retirada em fases (novembro de 1956 – março de 1957) das áreas conquistadas algumas semanas antes. Por conseguinte, foram abertos os Estreito de Tiran e habilitam o desenvolvimento do comércio com leste asiático e com os países africanos Orientais como também importações de petróleo do Golfo Pérsico.
Os anos de Consolidação
O Duto Nacional de Água (completo em 1964) através do qual se traz água do norte e centro do país para o semi-árido sul, durante sua construção. Durante a segunda década de Israel (1958 - 68), as exportações dobraram, e o GNP aumentou cerca de 10 por cento anualmente. Enquanto alguns importavam antes artigos como papel, pneus, rádios e refrigeradores, os mesmos agora estavam sendo fabricados localmente. O crescimento mais rápido aconteceu nas filiais recém estabelecidas de metais, maquinaria, substâncias químicas e eletrônica. Como o mercado interno para alimentos cresceu e estava se aproximando do ponto de saturação rapidamente, o setor agrícola começou a cultivar uma variedade maior de alimentos, como comida industrializada como também o produto fresco para exportação. Um segundo porto de águas profundas foi construído na costa mediterrânea de Ashdod, além do existir o de Haifa, para dividir o crescente volume do comércio portuário.
O Museu de Israel em Jerusalém, e uma casa permanente para o Knesset foram construídas, além de novas instalações para o hospital Hadassah foram construídas, além do Centro Médico e da Universidade Hebraica em locais alternados para substituir os edifícios originais no Monte Scopus que teve que ser abandonado depois da Guerra da Independência. Ao mesmo tempo, o Museu de Israel foi estabelecido com o objetivo de colecionar, conservar, estudar e exibir os tesouros culturais e artísticos dos judeus.
As relações internacionais de Israel se expandiram continuamente, assim como foram desenvolvidas laços íntimos com os Estados Unidos, e os países da Comunidade britânica, e também com os países do leste europeu, com quase todos os países da América Latina e da África, e alguns da Ásia. Foram iniciados programas extensos de cooperação internacional, tais como centenas de médicos israelitas, engenheiros, professores, agrônomos, peritos de irrigação e organizadores de mocidade compartilharam a perícia deles e compartilham suas experiências com pessoas de outros países em desenvolvimento. Em 1965 foram trocados os embaixadores com a República Federal da Alemanha, um movimento que tinha sido então adiado, até por causa das recordações amargas dos judeus contra os crimes cometidos contra eles durante o regime nazista (1933-45). Houve oposição veemente e amplo debate público, os quais precederam a normalização de relações entre os dois países.
O Julgamento de Eichmann
Em 23 de maio de 1960, Adolf Eichmann, um dos principais organizadores do programa nazista de extermínio durante a Segunda Guerra Mundial, foi trazido para Israel para ser julgado pelas leis de punição ao Nazismo, como também aos colaboradores nazistas, através da Lei de punição de 1950. No julgamento que se iniciou em abril de 1961, Eichmann foi declarado culpado de crimes contra a humanidade e também contra os judeus, sendo então condenado a morte. Depois de ter seu apelo à Suprema Corte rejeitado, ele foi executado em 30 de maio de 1962. Foi a única vem em que a penalidade de morte foi levada a cabo debaixo da lei israelita.
1967 - A Guerra dos seis-dias
Ao término de seis dias de lutas, as linhas de cessar-fogo prévias foram substituídos por outras, com a Judéia, Samaria, e a Faixa de Gaza, a península do Sinai e as Colinas de Golan agora sob o controle de Israel. Como resultado, as aldeias do norte foram libertas de 19 anos de ataques sírios reincidentes; a passagem de israelitas e cruzamento das fronteiras marítimas de Israel pelo Estreito de Tiran foi assegurada; e Jerusalém que tinha sido dividida sob a regência israelita e jordaniana desde 1949, foi reunificada debaixo da autoridade de Israel.
Ao fim da guerra, o desafio diplomático de Israel era traduzir suas conquistas militares em uma paz permanente baseado na Resolução 242 do Conselho de Segurança da ONU, que pediu o “reconhecimento da soberania, integridade territorial e independência política de todo estado em sua área de direito, para viver em paz e seguro, e reconhecer as fronteiras livres de ameaças ou atos de força”. Porém, a posição árabe, como formulou a Conferência de Khartoum (agosto de 1967), “não queremos nenhuma paz com Israel, nenhuma negociação com Israel e nenhum reconhecimento de Israel”. Em setembro de 1968, o Egito iniciou uma 'guerra de atrito', com ações esporádicas, estáticas ao longo dos flancos do Canal de Suez, fato esse que promoveu uma escalada da violência na área, causando pesadas perdas, com muitas vítimas em ambos os lados. As hostilidades terminaram em 1970 quando o Egito e Israel aceitaram um cessar-fogo renovado ao longo do Canal de Suez.
1973 - Guerra do Yom Kippur
Foram quebrados três anos de calma relativa ao longo das fronteiras em Yom Kippur (Dia do Perdão), o dia mais santo do ano judaico, quando o Egito e Síria lançaram uma ataque de surpresa coordenado contra Israel (6 de outubro 1973), com o exército egípcio que cruza o Canal de Suez e o sírio se agrupa e penetra pelas Colinas de Golan. Durante as três semanas seguintes, as Forças de Defesa de Israel viraram a maré de batalha e repeliram os exércitos que os haviam atacado, cruzam o Canal de Suez no Egito e avançam para dentro por 20 milhas (32 km.) em direção à capital síria, Damasco. Foram necessários dois anos de difíceis negociações entre Israel e Egito, e entre Israel e Síria resultou em acordos de desocupação dos territórios conquistados, acordo que dizia que Israel se retiraria de partes dos territórios capturados durante a guerra.
Da Guerra para Paz
Enquanto a guerra de 1973 custou a Israel o GNP de um ano, até a segundo a metade de 1974 a economia já se tinha recuperado. Os investimentos estrangeiros cresceram consideravelmente e, também com Israel que se torna um sócio vitalício do Mercado Comum Europeu (1975), novas saídas potenciais se abriram para os israelitas. O turismo começou a aumentar e o número anual de visitas passou a marca de um milhão.
As constantes rejeições dos árabes às aproximações de Israel para paz estavam agora quebradas com a visita de Presidente egípcio Anwar Sadat a Jerusalém (novembro de 1977), que seguiu-se às negociações entre o Egito e Israel sob os auspícios dos americanos. O resultado foi o Acordo de Camp David (setembro de 1978) contendo um arcabouço para uma paz duradoura no Oriente Médio, inclusive uma proposta detalhada para um governo autônomo dos Palestinos. Em 26 de março de 1979, Israel e Egito assinaram um tratado de paz em Washington, DC, trazendo um fim a 30 anos de guerra entre eles.
Conforme as condições do Tratado de Paz entre Israel-Egito, Israel completou sua retirada da península de Sinai (abril de 1982), trocando cessar-fogo anterior por acordos de armistício e o reconhecimento das fronteiras internacionais mutuamente reconhecidas.
Alguns dos estados africanos que tinham cortado relações com Israel como resultado de pressão de árabe durante a crise do petróleo em 1973, restabeleceram seus contatos com Israel nos anos oitenta, dando um impulso renovado às relações econômicas entre os países, como também o restabelecimento das relações diplomáticas formais.
1982 – Operação Paz para a Galiléia
A fronteira limite internacional com o Líbano nunca foi desafiada por qualquer lado. Porém, quando a Organização para a Liberação da Palestina (OLP) se transferiu para o Líbano meridional depois de serem expulsos da Jordânia (1970), começaram a perpetrar repetidas ações terroristas contra as cidades e aldeias ao norte de Israel (Galiléia) o que causou muitas vítimas e muitos danos as Forças de Defesa de Israel, que cruzaram a fronteira do Líbano (1982). A “Operação Paz para a Galiléia” resultou na remoção da infra-estrutura organizacional e militar de OLP da área. Desde então, Israel manteve uma pequena zona de segurança no Líbano meridional adjacente a sua fronteira ao norte, para salvaguardar sua população na Galiléia contra ataques continuados através de elementos hostis.
Durante os anos oitenta, Israel absorveu mais de 700,000 novos imigrantes, principalmente da União soviética, da Europa Oriental e da Etiópia. A afluência de tantos consumidores novos como também um número grande de trabalhadores qualificados e inexperientes, associando–se com medidas rígidas para controlar a inflação, impulsionou a economia em um período de expansão acelerada e atinge uma alta taxa do crescimento de GDP entre os países Ocidentais.
O governo que assumiu o poder após as eleições do Knesset em 1984, foi composto das duas coligação políticas principais – Trabalhista (esquerda/centro) e o Likud (direita/centro). Foi substituído em 1988 por uma coalizão liderada pelo Likud que ao término de seu mandato de quatro anos foi seguida em 1992 por uma coalizão do Partido Trabalhista de esquerda-de-centro menores. Durante estes anos, cada governo trabalhou para a realização da paz, para o desenvolvimento econômico e absorção de imigrantes de acordo com suas próprias convicções políticas.
Paz na Região
Desde a assinatura do Tratado de Paz entre Egito-Israel (1979), várias iniciativas foram tomadas por Israel e outros para avançar no processo de paz no Oriente Médio.
Estes esforços conduziram eventualmente ao acordo de Paz na Conferência de Madrid (outubro de 1991), liderados pelos americanos e patrocinados pelos soviéticos, que reuniram os representantes de Israel, Síria, Líbano, Jordânia e os Palestinos. Os procedimentos formais foram seguidos através de negociações bilaterais entre os partidos e por conversas multilaterais que externam suas preocupações regionais.
Conversas bilaterais
Israel e o Palestinos: Nos meses seguintes aos contatos de bastidores intensivos em Oslo entre negociadores para Israel e os Palestinos – Organização de Libertação da Palestina (OLP), uma Declaração de Princípios (DOP) foi formulada esboçando arranjos de um governo autônomo para os Palestinos no “Banco Ocidental” e na Faixa de Gaza. Sua assinatura foi precedida por uma troca de cartas (setembro de 1993) entre o líder da OLP, Presidente Yasser Arafat e primeiro-ministro Yitzhak Rabin, no qual a OLP renunciou ao uso do terrorismo, empenhado-se a invalidar esses artigos em sua Convenção, artigos estes que negam o direito de Israel a existir, e se comprometeu a uma resolução paz no conflito ao longo de uma década entre o Palestinos e os judeus na terra. Em resposta, Israel reconheceu a OLP como o representante do povo palestino.
A última fase - negociações entre as partes e arranjos finais - começou como fora programado em maio de 1996. Estas conversas determinarão a natureza das decisões permanentes e cobrirão os assuntos restantes, inclusive refugiados, outras determinações, forças de segurança, fronteiras, Jerusalém e outros assuntos de interesse comum.
Em 10 de dezembro de 1994, em reconhecimento os esforços deles para o avanço da causa de paz, o primeiro-ministro Yitzhak Rabin, o ministro do exterior Shimon Peres e o Presidente da OLO Yasser Arafat foram premiados com o Prêmio Nobel para Paz.
Israel e Jordânia: Três anos de conversas entre o Jordânia e Israel que seguem a Conferência de Madrid culminaram em uma declaração feita pelo Rei Hussein e primeiro-ministro Yitzhak Rabin (julho de 1994) que terminou com 46 anos de estado de guerra entre os dois países. O tratado de paz entre Jordânia - Israel foi assinado na fronteira do Arava que cruza (perto de Eilat em Israel e Akaba na Jordânia) em 26 de outubro de 1994, na presença do Presidente americano Bill Clinton. Desde então, o Israel e Jordânia têm cooperado em muitas esferas para o benefício de ambos os países.
Israel e Síria: Debaixo do arcabouço da fórmula de Madrid, conversas entre os israelitas e delegações sírias começaram em Washington e recebem suporte de vez em quando a nível diplomático, com o envolvimento de funcionários americanos de alto escalão. Dois recentes círculos de conversações de paz sírio-israelitas (dezembro de 1995, janeiro de 1996), enfocaram a segurança e outros assuntos importantes. Altamente detalhado e inclusivo em âmbito, as conversas identificaram áreas importantes de acordo conceitual e convergência para discussão futura e consideração.
Conversas multilaterais
As conversas multilaterais foram constituídas como uma parte integrante do processo de paz, apontada para achar soluções para problemas-chave regionais, enquanto serviriam como uma ponte de confiança que se constrói para promover desenvolvimento de relações normalizadas entre as nações do Oriente Médio. Seguindo a Conferência de Moscou para o Oriente Médio Multilateral (janeiro de 1992), com a participação de 36 países e organizações internacionais, as delegações foram divididas em cinco grupos de trabalho que lidam com áreas específicas de assuntos cujas preocupações regionais são comuns - ambiente, controle de armamentos e segurança regional, refugiados, recursos de água e desenvolvimento econômico - que se encontram de vez em quando em várias jurisdições na região.
O assassinato do primeiro-ministro o Yitzhak Rabin em 4 de novembro de 1995 por um extremista judeu mergulhou o país em profundo luto para o soldado-estadista que tinha viajado do campo de batalha para conduzir a nação na estrada para paz.
Israel no Século XXI
Depois do assassinato de primeiro-ministro Rabin (novembro de 1995), o governo - conforme seu direito para designar um ministro (que também deve ser um componente do Knesset) para servir como primeiro-ministro até as próximas eleições - nomeou o ministro do exterior Shimon Peres como primeiro-ministro suplente, com todos os privilégios de escritório. Em maio de 1996 as eleições trouxeram um novo governo de coalisão para dar poder a um governo composto de nacionalistas, religiosos e elementos de centro, encabeçados por Benjamim Netanyahu do Likud.
Com metas dedicadas aos interesses globais do Estado de Israel, estão os desafios que estão em frente do governo hoje, entre eles a alia, a continuação do processo de paz; assegurar a segurança do país; alargar o âmbito de suas relações diplomáticas ao redor do mundo; aumentar o sistema de ensino instituindo classes menores e um dia escolar mais longo; oportunidade igual na promoção da educação; ênfase maior sobre os estudos científicos e tecnológicos para ajudar a indústria israelita; competitividade econômica aumentando com menos intervenção governamental; redução do déficit através do equilíbrio de pagamentos; manter uma baixa taxa de inflação; dar uma forma dinâmica à burocracia governamental; aliviar o fardo dos impostos; procurar soluções para resolver os problemas; e intensificação da expansão de infra-estrutura. A Imigração fixa ao país e a progressão no processo de paz deverá afetar o crescimento continuado de Israel e o desenvolvimento positivo para o próximo século.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
As 12 Tribos do Antigo Israel
Tribo de Israel (do hebraico שבטי ישראל) é o nome dado às unidades tribais patriarcais do antigo povo de Israel e que de acordo com a tradição judaico-cristã teriam se originado dos doze filhos de Yaacov (Jacó), neto de Abraham (Abraão).
As doze tribos teriam o nome de dez dos filhos de Jacó. As outras duas tribos restantes receberam os nomes dos filhos de Yossef (José) , abençoados por Yaacov como seus próprios filhos. Os nomes das tribos são: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, Manassés e Efraim. Apesar desta suposta irmandade as tribos não teriam sido sempre aliadas, o que ficaria manifesto na cisão do reino após a morte do rei Salomão. Com a extinção do Reino de Israel ao norte, as dez tribos desapareceriam e a determinação do seu destino até hoje é objeto de debate. As outras tribos restantes (Judá, Benjamim e Levi constituiriam o que hoje chama-se de judeus e serviria de base para sua divisão comunitária (Yisrael, Levi e Cohen).
As "Doze Tribos" também pode ser pronunciada por alguns como "Treze tribos", levando em consideração que os filhos de José (Manassés e Efraim), que teriam sido considerados por seu avô (Israel), como seus próprios filhos, ficando ao invés de 12, 13 tribos.
Mapa de 1759 com a divisão clássica das doze tribos de Israel
O livro de Gênesis conta da descendência do patriarca Jacob,
mais tarde batizado por Deus como Israel, e de suas duas mulheres e
duas concubinas. Jacobe teve ao todo 12 filhos, cujos nomes estão acima
citados. Neste momento da narrativa, o cronista bíblico concentra-se no
relato da história de José, de como ele foi separado de seus irmãos,
como obteve importância política no Egito,
e de como voltou a reunir sua família. A narração conta também que os
12 filhos de Jacó e suas famílias e criados obtiveram permissão para
habitar a fértil região oriental do Delta do Nilo,
onde teriam se multiplicado grandemente. Cada uma das 12 famílias teria
mantido uma individualidade cultural, de forma que se identificassem
entre si como tribos separadas. A narrativa ainda destaca que José teve 2
filhos, Manassés e Efraim, e seus descendentes seriam elevados ao status
de tribos independentes, embora fossem sempre referidos como
meio-tribos (encerrando um número fixo de 12 tribos). Ao final de
Gênesis, Jacó, em sua velhice, abençoa a cada um de seus filhos,
prenunciando o destino que aguardavam os seus descendentes no futuro.
Em Êxodo, a Bíblia conta como Moisés, membro da tribo de Levi, e seu irmão Arão, lideraram os hebreus das 12 tribos em sua fuga do Egito. Durante a narrativa, as tribos são contadas, e seus líderes e representantes são nomeados, demonstrando um forte senso de individualidade entre as tribos e as meio-tribos de José. À tribo de Levi são designadas as tarefas sacerdotais e os direitos e deveres diferenciados que estas tarefas implicavam. As demais mantiveram-se com os mesmos direitos e obrigações, embora, através do número de membros, algumas tribos já pudessem gozar de alguma superioridade política.
No entanto, arqueólogos, historiadores e estudiosos da Bíblia argumentam sobre a origem das tribos.
Há teorias que sugerem que apenas algumas das tribos teriam realmente saído do Egito, e se fixado por alguns anos no entorno de Canaã, onde teriam encontrado outras tribos de origem hebraica autóctones da região. Sua afinidade lingüística e racial, em contraste com as diferenças encontradas nos vizinhos cananeus teria encorajado as tribos a agirem em regime de coexistência, e em algumas vezes, de cooperação, o que teria favorecido a conquista de Canaã (uma miríade de cidades-estado e pequenos reinos independentes) pelos hebreus. Neste caso, as tribos do Êxodo teriam sido aquelas de maior destaque na narrativa bíblica, ou seja, Judá, Levi, Simeão, Benjamim, e as meio-tribos de Efraim e Manassés, o que enfraqueceria toda a base histórica da narrativa do Êxodo. Já os arqueólogos notam que não há vestígios concretos da passagem de um povo, estimado em mais de 600000 pessoas, por 40 anos pelo deserto entre o Egito e a Palestina. Assim, a narrativa de Gênesis e Êxodo não tem uma base histórica, embora alguns pontos pudessem ter sido moldados para justificar com raízes familiares a união das 12 tribos.
Moisés liderou as 12 tribos pelo deserto da Península do Sinai, e seu sucessor Josué
tomou para si a tarefa de coordenar a tomada de Canaã. Para que
ocorresse de forma ordenada, a terra de Canaã foi dividida entre cada
uma das tribos e meias-tribos, que se encarregaram de conquistá-las, na
maior parte dos casos sem o auxílio das demais. Uma das tribos, a de
Levi, não recebeu uma porção territorial fixa, mas sim algumas cidades
distribuídas por toda a Palestina.
O território de algumas das tribos, como Simeão e Aser, correspondiam a áreas mais tarde dominadas por filisteus e fenícios, respectivamente. Após a narrativa da conquista de Canaã, os relatos acerca destas tribos se tornam confusos, e as suas referências geográficas são praticamente inexistentes, ou inconsistentes, dando a entender que essas tribos deixaram de existir geograficamente, e seu povo foi absorvido ou por povos estrangeiros, ou por outras tribos israelitas, ou por ambos, embora ainda fossem contados como parte das 12 tribos.
A tribos de Dã é outro exemplo de mudança ao longo da Bíblia. Inicialmente, Dã é posicionada na metade sul da Palestina, em um pequeno território posteriormente conquistado pelos filisteus. Mas ao contrário de Simeão e Aser, o território de Dã continuou existindo, mas muito mais ao norte, ao redor da cidade de mesmo nome. Algumas interpretações colocam que Dã havia sido alocada desde o princípio em dois territórios disjuntos.
A meia-tribo de Manassés ocupou um vasto território nos dois lados do Rio Jordão, do Mar Mediterrâneo até a Síria, próximo a Damasco. Efraim foi posicionada na região central, incluindo as importantes cidades de Siló, Gilgal e Betel, cuja importância remete às histórias dos Patriarcas. Benjamim recebeu um territótio pequeno ao sul de Efraim, porém incluindo cidades importantes, como Gibeá, Jericó e Jerusalém. Judá posicionou-se num vasto território montanhoso e fértil ao sul, entre o Mar Morto e o Mediterrâneo, tendo Hebrom e Belém como cidades mais importantes. As demais tribos receberam territórios pequenos, ou com pequena importância na narrativa bíblica subsequente.
Entretanto, apesar da identidade racial, lingüística e religiosa, e das histórias que as uniam desde a sua criação, aparentemente havia uma certa cisão entre a tribo de Judá e as demais, visto que o profeta Samuel refere-se algumas vezes a Israel e Judá como entidades independentes unidas apenas por um contexto histórico. O rei Saul pertencia à tribo de Benjamim, e adquiriu inicialmente a simpatia de todas as tribos, mas um movimento em Judá, liderado por David e apoiado pelos filisteus, terminou por vencer Saul. Davi foi coroado em Hebrom rei de Judá, enquanto o restante de Israel deveu lealdade ao filho de Saul, Isbosete. Houve uma guerra civil, com vitória de Davi. Ao poupar a Casa de Saul, Davi ganhou popularidade, e após vários feitos militares contra povos estrangeiros, viu as 12 tribos se unirem firmemente sob seu cetro. Seu filho, Salomão, manteve sua autoridade sobre toda a ISRAEL até sua morte.
Apesar desta união política, a própria narrativa deste período faz transparecer as profundas diferenças políticas e mesmo culturais entre Judá (e ao final do reinado de Salomão, também de Benjamim, já que os reis de Judá reinaram em Jerusalém, cidade benjaminita) e as demais tribos. Uma diferença marcante na carga de impostos aplicados a Judá e às outras tribos, favorecendo a primeira, principalmente numa época de constante expansão territorial e grandes obras, foi o estopim para a desunião que se seguiu.
Neste período, as tribos de Judá e Benjamim aparecem quase inteiramente fundidas entre si (ou seja, as referências a Benjamim desaparecem, embora seu território e suas cidades estivessem no coração do território de Judá), e o mesmo acontece com as outras 10 tribos do norte. Dentre as tribos do norte, ainda se observa traços de individualidade na meia-tribo de Manassés, mas de maneira geral não há mais distinção física ou cultural entre elas. A partir deste momento, as 12 Tribos de Israel passaram a ser uma alegoria, referindo-se ao seu estágio original de união em nome de Deus, representando o ideal do povo hebreu, especialmente no Novo Testamento, e não mais entidades políticas diversas.
De qualquer modo é possível que o sistema de tribos tenha permanecido, mesmo que apenas ao nível familiar devido à tradição de traçar genealogias, remetendo indivíduos aos filhos de Jacó. O reino teve início com Roboão, que era filho de Salomão e durou o período de 209 anos.Ele foi dividido por volta de 931 A.C e permaneceu assim ate o ano de 722 A.C. Neste reino dividido temos:o REINO NORTE também chamado de ISRAEL que foi formado pelas 10 tribos: Rúben, Issacar, Zebulom,Dã,nafitali, Gade, Aser, Efraim, Manasses, Simeão. Essas são as 10 tribos do reino Norte.
Passado o tempo previsto por Jeremias, Ciro, o Grande, conquistou a Babilônia, e enviou os judeus de volta à Palestina, designando para eles a província de Yehud, de maneira geral, o mesmo território do antigo reino de Judá. Os judeus ali habitaram até o século II da Era Cristã. Sua religião passou a se chamar "judaísmo", a prática religiosa de Judá (distinta havia muito das práticas religiosas mais populares no Reino de Israel).
Entre o fim do exílio babilônico e a diáspora, os judeus nutriram um forte senso de união e resistência a dominação estrangeira, tão forte que, mesmo após sua expulsão definitiva da Palestina pelos romanos, os judeus mantiveram laços entre as distantes comunidades formadas por toda Ásia, norte da África e Europa, verdadeiras redes através das quais sobreviveram suas tradições. Durante este período, o termo "judeu" significando um seguidor da religião judaica suplantou o significado tribal do termo, e muitos estrangeiros de origem não semítica se declaravam judeus. De toda forma, através dos judeus e do judaísmo, a tradição da tribo de Judá sobreviveu até os dias de hoje.
As doze tribos teriam o nome de dez dos filhos de Jacó. As outras duas tribos restantes receberam os nomes dos filhos de Yossef (José) , abençoados por Yaacov como seus próprios filhos. Os nomes das tribos são: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, Manassés e Efraim. Apesar desta suposta irmandade as tribos não teriam sido sempre aliadas, o que ficaria manifesto na cisão do reino após a morte do rei Salomão. Com a extinção do Reino de Israel ao norte, as dez tribos desapareceriam e a determinação do seu destino até hoje é objeto de debate. As outras tribos restantes (Judá, Benjamim e Levi constituiriam o que hoje chama-se de judeus e serviria de base para sua divisão comunitária (Yisrael, Levi e Cohen).
As "Doze Tribos" também pode ser pronunciada por alguns como "Treze tribos", levando em consideração que os filhos de José (Manassés e Efraim), que teriam sido considerados por seu avô (Israel), como seus próprios filhos, ficando ao invés de 12, 13 tribos.
Em Êxodo, a Bíblia conta como Moisés, membro da tribo de Levi, e seu irmão Arão, lideraram os hebreus das 12 tribos em sua fuga do Egito. Durante a narrativa, as tribos são contadas, e seus líderes e representantes são nomeados, demonstrando um forte senso de individualidade entre as tribos e as meio-tribos de José. À tribo de Levi são designadas as tarefas sacerdotais e os direitos e deveres diferenciados que estas tarefas implicavam. As demais mantiveram-se com os mesmos direitos e obrigações, embora, através do número de membros, algumas tribos já pudessem gozar de alguma superioridade política.
Hipóteses históricas
Para judeus e cristãos, não há dúvidas da veracidade do relato bíblico, e há pouco o que se discutir sobre a origem das Tribos de Israel fora do contexto bíblico.No entanto, arqueólogos, historiadores e estudiosos da Bíblia argumentam sobre a origem das tribos.
Há teorias que sugerem que apenas algumas das tribos teriam realmente saído do Egito, e se fixado por alguns anos no entorno de Canaã, onde teriam encontrado outras tribos de origem hebraica autóctones da região. Sua afinidade lingüística e racial, em contraste com as diferenças encontradas nos vizinhos cananeus teria encorajado as tribos a agirem em regime de coexistência, e em algumas vezes, de cooperação, o que teria favorecido a conquista de Canaã (uma miríade de cidades-estado e pequenos reinos independentes) pelos hebreus. Neste caso, as tribos do Êxodo teriam sido aquelas de maior destaque na narrativa bíblica, ou seja, Judá, Levi, Simeão, Benjamim, e as meio-tribos de Efraim e Manassés, o que enfraqueceria toda a base histórica da narrativa do Êxodo. Já os arqueólogos notam que não há vestígios concretos da passagem de um povo, estimado em mais de 600000 pessoas, por 40 anos pelo deserto entre o Egito e a Palestina. Assim, a narrativa de Gênesis e Êxodo não tem uma base histórica, embora alguns pontos pudessem ter sido moldados para justificar com raízes familiares a união das 12 tribos.
As tribos como unidades geográficas
O território de algumas das tribos, como Simeão e Aser, correspondiam a áreas mais tarde dominadas por filisteus e fenícios, respectivamente. Após a narrativa da conquista de Canaã, os relatos acerca destas tribos se tornam confusos, e as suas referências geográficas são praticamente inexistentes, ou inconsistentes, dando a entender que essas tribos deixaram de existir geograficamente, e seu povo foi absorvido ou por povos estrangeiros, ou por outras tribos israelitas, ou por ambos, embora ainda fossem contados como parte das 12 tribos.
A tribos de Dã é outro exemplo de mudança ao longo da Bíblia. Inicialmente, Dã é posicionada na metade sul da Palestina, em um pequeno território posteriormente conquistado pelos filisteus. Mas ao contrário de Simeão e Aser, o território de Dã continuou existindo, mas muito mais ao norte, ao redor da cidade de mesmo nome. Algumas interpretações colocam que Dã havia sido alocada desde o princípio em dois territórios disjuntos.
A meia-tribo de Manassés ocupou um vasto território nos dois lados do Rio Jordão, do Mar Mediterrâneo até a Síria, próximo a Damasco. Efraim foi posicionada na região central, incluindo as importantes cidades de Siló, Gilgal e Betel, cuja importância remete às histórias dos Patriarcas. Benjamim recebeu um territótio pequeno ao sul de Efraim, porém incluindo cidades importantes, como Gibeá, Jericó e Jerusalém. Judá posicionou-se num vasto território montanhoso e fértil ao sul, entre o Mar Morto e o Mediterrâneo, tendo Hebrom e Belém como cidades mais importantes. As demais tribos receberam territórios pequenos, ou com pequena importância na narrativa bíblica subsequente.
Período monárquico - União política
As tribos mantiveram certa estabilidade, independência e equilíbrio político durante o Período dos Juízes, visto que são relatados feitos notáveis de herdeiros da maior parte das tribos, sem particular destaque a nenhuma delas. Mas no final do século XI a.C., com o início do período monárquico e a coroação de Saul, as tribos se uniram pela primeira vez sob um único líder.Entretanto, apesar da identidade racial, lingüística e religiosa, e das histórias que as uniam desde a sua criação, aparentemente havia uma certa cisão entre a tribo de Judá e as demais, visto que o profeta Samuel refere-se algumas vezes a Israel e Judá como entidades independentes unidas apenas por um contexto histórico. O rei Saul pertencia à tribo de Benjamim, e adquiriu inicialmente a simpatia de todas as tribos, mas um movimento em Judá, liderado por David e apoiado pelos filisteus, terminou por vencer Saul. Davi foi coroado em Hebrom rei de Judá, enquanto o restante de Israel deveu lealdade ao filho de Saul, Isbosete. Houve uma guerra civil, com vitória de Davi. Ao poupar a Casa de Saul, Davi ganhou popularidade, e após vários feitos militares contra povos estrangeiros, viu as 12 tribos se unirem firmemente sob seu cetro. Seu filho, Salomão, manteve sua autoridade sobre toda a ISRAEL até sua morte.
Apesar desta união política, a própria narrativa deste período faz transparecer as profundas diferenças políticas e mesmo culturais entre Judá (e ao final do reinado de Salomão, também de Benjamim, já que os reis de Judá reinaram em Jerusalém, cidade benjaminita) e as demais tribos. Uma diferença marcante na carga de impostos aplicados a Judá e às outras tribos, favorecendo a primeira, principalmente numa época de constante expansão territorial e grandes obras, foi o estopim para a desunião que se seguiu.
Israel dividida
Com a morte de Salomão, uma facção liderada por Jeroboão viu nesta uma oportunidade para resgatar Israel do poderio de Judá. A aclamação de Jeroboão significou a divisão indissolúvel entre Judá (e Benjamim) e as demais 10 tribos, uma vez que o filho de Salomão, Roboão, foi confirmado rei em Jerusalém. Formou-se assim os reinos de Judá, ao sul, com sede em Jerusalém, e Israel, ao norte, com capital em Samaria.Neste período, as tribos de Judá e Benjamim aparecem quase inteiramente fundidas entre si (ou seja, as referências a Benjamim desaparecem, embora seu território e suas cidades estivessem no coração do território de Judá), e o mesmo acontece com as outras 10 tribos do norte. Dentre as tribos do norte, ainda se observa traços de individualidade na meia-tribo de Manassés, mas de maneira geral não há mais distinção física ou cultural entre elas. A partir deste momento, as 12 Tribos de Israel passaram a ser uma alegoria, referindo-se ao seu estágio original de união em nome de Deus, representando o ideal do povo hebreu, especialmente no Novo Testamento, e não mais entidades políticas diversas.
De qualquer modo é possível que o sistema de tribos tenha permanecido, mesmo que apenas ao nível familiar devido à tradição de traçar genealogias, remetendo indivíduos aos filhos de Jacó. O reino teve início com Roboão, que era filho de Salomão e durou o período de 209 anos.Ele foi dividido por volta de 931 A.C e permaneceu assim ate o ano de 722 A.C. Neste reino dividido temos:o REINO NORTE também chamado de ISRAEL que foi formado pelas 10 tribos: Rúben, Issacar, Zebulom,Dã,nafitali, Gade, Aser, Efraim, Manasses, Simeão. Essas são as 10 tribos do reino Norte.
O destino das Tribos de Israel
Um dos elementos que mais intrigam os estudiosos é o destino das Tribos de Israel, sobretudo as 10 tribos do norte, cuja referência cessa completamente após as invasões.As tribos perdidas
As conquistas assírias no século VIII a.C. abriram caminho para a conquista do reino do norte de Israel. A queda de Samaria significou o fim do estado Israelita. Seu povo, ou aqueles que sobreviveram, foram deportados para a Assíria e redistribuídos por todo seu território. Neste momento, as 10 tribos do norte desapareceram por completo do relato bíblico. O mais provável é que qualquer traço de união tribal tenha desfalecido com a fragmentação das comunidades israelitas, e que os hebreus que sobreviveram ao processo tenham se unido a estrangeiros e abandonado suas tradições.A tribo remanescente: Judá e os judeus
Apesar da queda de Jerusalém, menos de 2 séculos depois, os descendentes de Judá, ao serem levados ao exílio no reino da Babilônia, mantiveram fortes laços culturais entre si. É possível que tivessem mantido esta união graças às profecias do profeta Jeremias, que previu que o exílio duraria 70 anos, e que o povo seria libertado e mandado de volta a Jerusalém ao final deste período; a fé conjunta na realização da profecia teria mantido a tradição da tribo de Judá intacta, se não fortalecida. É no período de exílio que surge pela primeira vez de maneira consistente o termo judeu, se referindo a todos os membros da tribo de Judá.Passado o tempo previsto por Jeremias, Ciro, o Grande, conquistou a Babilônia, e enviou os judeus de volta à Palestina, designando para eles a província de Yehud, de maneira geral, o mesmo território do antigo reino de Judá. Os judeus ali habitaram até o século II da Era Cristã. Sua religião passou a se chamar "judaísmo", a prática religiosa de Judá (distinta havia muito das práticas religiosas mais populares no Reino de Israel).
Entre o fim do exílio babilônico e a diáspora, os judeus nutriram um forte senso de união e resistência a dominação estrangeira, tão forte que, mesmo após sua expulsão definitiva da Palestina pelos romanos, os judeus mantiveram laços entre as distantes comunidades formadas por toda Ásia, norte da África e Europa, verdadeiras redes através das quais sobreviveram suas tradições. Durante este período, o termo "judeu" significando um seguidor da religião judaica suplantou o significado tribal do termo, e muitos estrangeiros de origem não semítica se declaravam judeus. De toda forma, através dos judeus e do judaísmo, a tradição da tribo de Judá sobreviveu até os dias de hoje.
Os Reinos de Israel e o Retorno do Nacionalismo com a Formação do Estado de Israel
O Reino de Israel (em hebraico מַלְכוּת יִשְׂרָאֵל, Malḫut YisraʾEl), de acordo com a Bíblia, foi a nação formada pelas 12 Tribos de Israel, um povo descendente de Jacó, Isaac e Abraão.
Após o Êxodo do Egipto, sob a liderança de Moisés, os israelitas que eram nómadas vaguearam pelo médio oriente durante décadas até que no final do século XIII a.C. sob a liderança de Josué os israelitas conquistam a terra de Canaã, abandonam o nomadismo e estabelecem-se nas terras conquistadas, dividindo o território entre as 12 tribos. O reino surge em meados do século XI a.c. na sequência da unificação das 12 tribos sob a chefia de Saul, seu 1º rei.
Contudo não existia um verdadeiro poder central pois cada tribo governava a si própria. Os líderes nacionais, que se designavam "Juízes" tinham um poder muito frágil e só conseguiam unir as várias tribos em caso de guerra com os povos inimigos. A união entre as tribos era tão frágil que por vezes se guerreavam entre si.
Cansados destas situações as tribos israelitas resolveram unir-se e instaurar a monarquia. O profeta Samuel, último dos Juízes, designou Saul, da Tribo de Benjamim, como o primeiro Rei de Israel. O reino abrangia a região montanhosa de Judá e de Efraim, cuja capital era Gibeal.
Reino de Israel
Saul não modificou a organizaçãos das tribos, também não tinha um exército forte, mas conseguiu derrotar os amalequitas, mas desobedece ordens do profeta Samuel não matando os animais, também sacrifica um animal para tentar falar com Deus, algo que só era permitido aos sacerdotes e profetas. Deus proclama a Samuel que o jovem pastor Davi será o novo rei de Israel. Durante a guerra contra os filisteus, Davi entra para o exército e sozinho mata o gigante Golias, tornando-se famoso. Saul viu nele uma ameaça e passa a perseguí-lo. Davi junto com outros soldados refugiam-se até que os filisteus invadem Israel, Saul desesperado decide atacá-los no Monte Gilboa, mas as armas israelitas eram inferiores e eles foram atraídos para uma armadilha. Os filisteus aniquilam todos, os filhos de Saul morrem, ele então suicida-se.
Agora Davi é o novo rei de Israel e consegue restabelecer um exército e expulsar os filisteus. Também invade a cidade de Jerusalém controlada pelos jebuseus, o soldado Joabe foi o primeiro a entrar e por isso tornou-se general. Davi transforma Jerusalém em sua nova capital. Ele invade os reinos dos amonitas, moabitas e edomitas tornando-os estados tributários. Quando Davi morre, seu filho Salomão assume o trono, com a ajuda de engenheiros fenícios constrói uma grande frota mercante que comercializava desde os portos do atual Sudão até os da atual Espanha, melhora o exército, fortalece a economia. Ele se apaixonou pela Rainha de Sabá e quis se casar com ela, mas o sumo-sacerdote Zadoque e os outros sacerdotes recusaram-se a aceitar o casamento, enquanto a rainha de Sabá retornou grávida de Salomão para sua terra na atual Etiópia. Salomão construiu o Templo de Jerusalém que demorou 7 anos para ser construído e isso gerou um aumento dos impostos que permaneceram mesmo após o fim da construção, o povo estava descontente com os impostos abusivos. Após sua morte, seu filho Roboão assumiu o trono, mas devido ao descontentamento em relação aos impostos, as 10 tribos do Norte separam-se e proclamaram Jeroboão como seu rei. Israel foi dividido entre o Reino de Israel (ao Norte com capital em Siquém) e o Reino de Judá (ao Sul com capital em Jerusalém).
Jeroboão estabeleceu-se em Siquém. Vendo que os israelitas continuavam peregrinando ao Templo de Jerusalém, temeu perder o seu trono e fez dois bezerros de ouro, colocando um em Betel e o outro em Dã, declarando o bezerro como o deus que tirou os israelitas do Egito, nomeou sacerdotes que não eram levitas e construiu templos. Por causa disso o profeta Aías declarou que Deus levantaria um rei de Judá que exterminaria toda a Casa de Jeroboão até o último varão. Por toda a vida tentou em vão conquistar o Reino de Judá. O filho de Jeroboão, Nadab assumiu o trono, mas dois anos depois foi assassinado e Baasa se tornou o novo rei que exterminou todos os membros da família de Jeroboão, como predito pelo profeta Aías.
Baasa também cometeu os mesmos pecados de Jeroboão, por isso também sua linhagem foi exterminada, sendo sucedida por outras que cometiam os mesmos erros.
Os reinos de Israel e Judá travavam disputas um querendo conquistar o outro. Até que entre 730-720 a.C., o rei Salmanaser V da Assíria invadiu Israel, após o rei Oséias ter recusado de pagar tributo aos assírios. Salmanaser V conquistou Israel, prendeu Oséias e os israelitas. O Reino de Judá conseguiu, finalmente, paz podendo se desenvolver.
Uso do termo Israel
FersfIsrael, em hebraico Yisra El, significa "Principe que luta com Deus". (Génesis 32:22-28) Jacob é frequentemente chamado de Israel, que segundo a Bíblia, deve o seu nome por ter lutado com um anjo por uma bênção. É sinónimo dos 12 filhos de Jacob e da nação fundada nas 12 tribos. Após Salomão, com a divisão do Reino em 2 partes, designa o Reino de Israel Setentrional (ou Reino das 10 Tribos).
Reis após cisão entre Israel e Judá. De Jeroboão I a Oséias há 9 dinastias.
Após o Êxodo do Egipto, sob a liderança de Moisés, os israelitas que eram nómadas vaguearam pelo médio oriente durante décadas até que no final do século XIII a.C. sob a liderança de Josué os israelitas conquistam a terra de Canaã, abandonam o nomadismo e estabelecem-se nas terras conquistadas, dividindo o território entre as 12 tribos. O reino surge em meados do século XI a.c. na sequência da unificação das 12 tribos sob a chefia de Saul, seu 1º rei.
Contudo não existia um verdadeiro poder central pois cada tribo governava a si própria. Os líderes nacionais, que se designavam "Juízes" tinham um poder muito frágil e só conseguiam unir as várias tribos em caso de guerra com os povos inimigos. A união entre as tribos era tão frágil que por vezes se guerreavam entre si.
Cansados destas situações as tribos israelitas resolveram unir-se e instaurar a monarquia. O profeta Samuel, último dos Juízes, designou Saul, da Tribo de Benjamim, como o primeiro Rei de Israel. O reino abrangia a região montanhosa de Judá e de Efraim, cuja capital era Gibeal.
Reino de Israel
Saul não modificou a organizaçãos das tribos, também não tinha um exército forte, mas conseguiu derrotar os amalequitas, mas desobedece ordens do profeta Samuel não matando os animais, também sacrifica um animal para tentar falar com Deus, algo que só era permitido aos sacerdotes e profetas. Deus proclama a Samuel que o jovem pastor Davi será o novo rei de Israel. Durante a guerra contra os filisteus, Davi entra para o exército e sozinho mata o gigante Golias, tornando-se famoso. Saul viu nele uma ameaça e passa a perseguí-lo. Davi junto com outros soldados refugiam-se até que os filisteus invadem Israel, Saul desesperado decide atacá-los no Monte Gilboa, mas as armas israelitas eram inferiores e eles foram atraídos para uma armadilha. Os filisteus aniquilam todos, os filhos de Saul morrem, ele então suicida-se.
Agora Davi é o novo rei de Israel e consegue restabelecer um exército e expulsar os filisteus. Também invade a cidade de Jerusalém controlada pelos jebuseus, o soldado Joabe foi o primeiro a entrar e por isso tornou-se general. Davi transforma Jerusalém em sua nova capital. Ele invade os reinos dos amonitas, moabitas e edomitas tornando-os estados tributários. Quando Davi morre, seu filho Salomão assume o trono, com a ajuda de engenheiros fenícios constrói uma grande frota mercante que comercializava desde os portos do atual Sudão até os da atual Espanha, melhora o exército, fortalece a economia. Ele se apaixonou pela Rainha de Sabá e quis se casar com ela, mas o sumo-sacerdote Zadoque e os outros sacerdotes recusaram-se a aceitar o casamento, enquanto a rainha de Sabá retornou grávida de Salomão para sua terra na atual Etiópia. Salomão construiu o Templo de Jerusalém que demorou 7 anos para ser construído e isso gerou um aumento dos impostos que permaneceram mesmo após o fim da construção, o povo estava descontente com os impostos abusivos. Após sua morte, seu filho Roboão assumiu o trono, mas devido ao descontentamento em relação aos impostos, as 10 tribos do Norte separam-se e proclamaram Jeroboão como seu rei. Israel foi dividido entre o Reino de Israel (ao Norte com capital em Siquém) e o Reino de Judá (ao Sul com capital em Jerusalém).
Jeroboão estabeleceu-se em Siquém. Vendo que os israelitas continuavam peregrinando ao Templo de Jerusalém, temeu perder o seu trono e fez dois bezerros de ouro, colocando um em Betel e o outro em Dã, declarando o bezerro como o deus que tirou os israelitas do Egito, nomeou sacerdotes que não eram levitas e construiu templos. Por causa disso o profeta Aías declarou que Deus levantaria um rei de Judá que exterminaria toda a Casa de Jeroboão até o último varão. Por toda a vida tentou em vão conquistar o Reino de Judá. O filho de Jeroboão, Nadab assumiu o trono, mas dois anos depois foi assassinado e Baasa se tornou o novo rei que exterminou todos os membros da família de Jeroboão, como predito pelo profeta Aías.
Baasa também cometeu os mesmos pecados de Jeroboão, por isso também sua linhagem foi exterminada, sendo sucedida por outras que cometiam os mesmos erros.
Os reinos de Israel e Judá travavam disputas um querendo conquistar o outro. Até que entre 730-720 a.C., o rei Salmanaser V da Assíria invadiu Israel, após o rei Oséias ter recusado de pagar tributo aos assírios. Salmanaser V conquistou Israel, prendeu Oséias e os israelitas. O Reino de Judá conseguiu, finalmente, paz podendo se desenvolver.
Uso do termo Israel
FersfIsrael, em hebraico Yisra El, significa "Principe que luta com Deus". (Génesis 32:22-28) Jacob é frequentemente chamado de Israel, que segundo a Bíblia, deve o seu nome por ter lutado com um anjo por uma bênção. É sinónimo dos 12 filhos de Jacob e da nação fundada nas 12 tribos. Após Salomão, com a divisão do Reino em 2 partes, designa o Reino de Israel Setentrional (ou Reino das 10 Tribos).
Lista dos reis de Israel
Para esta época, a maioria dos historiadores segue as cronologias estabelecidas por William F. Albright ou Edwin R. Thiele, ou a nova cronologia de Gershon Galil. Todas elas são indicadas no quadro. Todas as datas são A.C. (Antes do Mashiach Yeshua).| Datas de Albright | Datas de Thiele | Datas de Galil | Nome comum/ Nome biblico | Tradução alternativa | Nome Hebraico | Notas |
|---|---|---|---|---|---|---|
Dinastia de Saul |
||||||
| 1021–1000 | 1030–1010 | Saul | (שאול המלך) Sha'ul | Suicidou | ||
| 1000 | 1010–1008 | Isboset | Isbosete | Reinou apenas sobre as tribos do norte.
Assassinado |
||
Dinastia de David |
||||||
| 1000–962 | 1010–970 | David | Davi | דוד בן-ישי מלך ישראל David ben Yishai |
||
| 962–922 | 970–931 | Salomão | שלמה בן-דוד מלך ישראל Shelomô ben David |
|||
| Datas de Albright | Datas de Thiele | Datas de Galil | Nome comum/ Nome biblico | Tradução alternativa | Nome Hebraico | Notas | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
Dinastia de Jeroboão |
|||||||
| 922–901 | 931–910 | 931–909 | Jeroboão I | ירבעם בן-נבט מלך ישראל Yerav’am ben Nevat |
|||
| 901–900 | 910–909 | 909–908 | Nadab | Nadabe | נדב בן-ירבעם מלך ישראל Nadav ben Yerav’am |
Assassinado | |
Dinastia de Baasa |
|||||||
| 900–877 | 909–886 | 908–885 | Baasa | בעשא בן-אחיה מלך ישראל Ba’asha ben Achiyah |
|||
| 877–876 | 886–885 | 885–884 | Elá | אלה בן-בעשא מלך ישראל ’Elah ben Ba’asha |
Assassinado | ||
Dinastia de Zimri |
|||||||
| 876 | 885 | 884 | Zimri | Zinri ou Zamri | זמרי מלך ישראל Zimri |
Suicidou | |
Dinastia de Omri |
|||||||
| 876–869 | 885–874 | 884–873 | Omri | Onri | עמרי מלך ישראל Omri |
||
| 869–850 | 874–853 | 873–852 | Acab | Acabe | אחאב בן-עמרי מלך ישראל Ah’av ben ’Omri |
Morto em batalha | |
| 850–849 | 853–852 | 852–851 | Ocozias | Acazias | אחזיהו בן-אחאב מלך ישראל ’Ahazyahu ben 'Ah’av |
Morto após ferimentos causados por queda da sacada do palácio | |
| 849–842 | 852–841 | 851–842 | Jorão | Jeorão | יורם בן-אחאב מלך ישראל Yehoram ben ’Ah’av |
Assassinado | |
Dinastia de Jeú |
|||||||
| 842–815 | 841–814 | 842–815 | Jeú | יהוא בן-נמשי מלך ישראל Yehu ben Nimshi |
|||
| 815–801 | 814–798 | 819–804 | Joacaz | Jeoacaz | יהואחז בן-יהוא מלך ישראל Yeho’ahaz ben Yehu |
||
| 801–786 | 798–782 | 805–790 | Joás | Jeoás | יואש בן-יואחז מלך ישראל Yeho’ash ben Yeho’ahaz |
||
| 786–746 | 782–753 | 790–750 | Jeroboão II | ירבעם בן-יואש מלך ישראל Yerav’am ben Yeho’ash |
|||
| 746 | 753 | 750–749 | Zacarias | זכריה בן-ירבעם מלך ישראל Zekharyah ben Yerav’am |
Assassinado | ||
Dinastia de Salum |
|||||||
| 745 | 752 | 749 | Salum | שלם בן-יבש מלך ישראל Shallum ben Yavesh |
Assassinado | ||
Dinastia de Menaém |
|||||||
| 745–738 | 752–742 | 749–738 | Menaém | מנחם בן-גדי מלך ישראל Menahem ben Gadi |
|||
| 738–737 | 742–740 | 738–736 | Pecaías | Faceias | פקחיה בן-מנחם מלך ישראל Pekahyah ben Menahem |
foi Assassinado .. | |
Os últimos reis |
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| 737–732 | 740–732 | 736–732 | Peca | Faceia | פקח בן-רמליהו מלך ישראל Pekah ben Remalyahu |
Assassinado | |
| 732–722 | 732–722 | 732–722 | Oséias | הושע בן-אלה מלך ישראל Hoshe’a ben ’Elah |
Deposto | ||
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